quarta-feira, 29 de junho de 2011

Minuit à Paris

Fui ver o filme do Woody Allen que eu estava querendo assistir desde que cheguei aqui. Afinal, estar em Paris e ter um filme sobre a cidade em cartaz não é pra se deixar passar em branco.

Antes preciso dizer uma coisa: cuidado com o que se pede....rs Digo isso pois passei 15 dias aqui pedindo, implorando por um dia de sol e eis que no domingo o sol chegou com tudo! Domingo, segunda e terça foram dias de recordes de calor. Como calor é algo raro por essas bandas, não há muita estrutura pra altas temperaturas. Por exemplo, não há ar condicionado na Aliança Francesa, sequer um ventilador de teto, a gente chega derretendo porque tem o já famoso metrô que fica mais infernal nos dias quentes e tem que ficar esperando um ventinho entrar pela janela. A professora, tadinha, não estava conseguindo nem explicar uma regra simples que uma aluna questionou.

Acabou que fez um dia bonito, mas não dava vontade de fazer nada ao ar alivre, restou o cinema, aquela sala bem refrigerada pra se refrescar. É, mas me enganei enormemente, a sala do cinema estava em temperatura ambiente e como o ambiente estava quente fez um calor insuportável, ainda por cima a sala estava lotada pois está acontecendo um festival do cinema que dá direito a ver um filme por 3 euros, o ingresso normal custa 10,50 euros.

Infelizmente, não consegui curtir o filme que eu tanto queria ver, passei a maior parte do tempo me abanando e me concentrando pra não ter um piripaque. Só posso dizer que é um bom filme, me despertou o interesse pra ler Hemingway, Fitzgerald, ver filmes do Buñuel e olhar com mais detalhe as obras do Picasso e Salvador Dalí. O filme está em cartaz no Brasil com o nome Meia noite em Paris, recomendo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O verdadeiro Marais

Já disse a vocês que o bairro que moramos aqui chama-se Marais e é uma região que compreende o 3 e o 4 arrondissement (quarteirão), nós ficamos precisamente no terceiro. É um lugar que possui um atmofera legal, tem muito mais parisiense, africanos e judeus do que turistas, praticamente só ouvimos francês na rua, de vez em quando aparecem uns chineses. Já tínhamos caminhado bastante por aqui, já achávamos que conhecíamos a maior parte do bairro até que, ontem, quando resolvemos procurar um lugar pra almoçar, encontramos o verdadeiro Marais numas ruazinhas muito próximas daqui de casa e demoramos 15 dias para encontrá-las, o que estava acontecia era que a gente estava caminhando em direção contrária ao lugar mais bacana do quarteirão!

Pra completar, ontem fez um dia lindo de verão, o que casou perfeitamente com o ambiente, as ruas estavam lotadas de pessoas caminhando, almoçando e fazendo compras. Tinha uma infinidade de restaurantes, todos cheios, tivemos que procurar bastante o que foi bom porque conhecemos mais a região.



Nas lojas tinham roupas mais com a cara de Paris, não eram essas lojas que a gente olha a vitrine e não vê muita diferença com as vitrines do Brasil. Uma pena que eu já gastei toda a minha cota de compras pra esse mês...rs Mas, mesmo assim entrei num outlet, só pra espiar...rs e vejo uma linda blusinha rosa, quando vou olhar a etiqueta, nada mais, nada menos do que uma peça Valentino por uma "bagatela" de 300 euros, fico pensando em que momento da minha vida eu comecei a voltar meu olhar pra roupa de grife? Bom não sei quando começou isso, mas sei que não preciso de uma blusa da Valentino pra me sentir mais feliz. Deixei isso pra lá e fui comer, aliás, era pra isso que eu tinha saído de casa...rs

Vimos um restaurante simples com fogão à lenha, aspecto provinciano e que poderia se passar muito bem por um restaurante mineiro, tinha carne no cardápio e estávamos sedentos por uma..rs
Pedimos uma porção pra duas pessoas e veio uma porção pra 2 machos esfomeados, comemos que nem uns vikings após uma batalha. Aliás, me senti uma viking mesmo, o prato era de madeira e cheguei a pensar que era o sousplat e fiquei lá esperando o prato...rs

Olha só o prato com os restos mortais do boi que eu comi...
O garçom nos disse que quando os parisienses querem comer carne, eles vão a esse restaurante porque lá é tudo muito bem servido a um preço médio e a gente sabe que aqui carne é bem cara. Pra quem vier à Paris e quiser comer carne, fica a dica: http://robertetlouise.com/  Depois descobri que esse restaurante, apesar de simples, é famoso e já apareceu no programa "Sem reservas" do Anthony Bourdain que passa num desses canais a cabo, link pro episódio : http://www.metacafe.com/watch/514974/restaurant_robert_louise_paris/
Um verdadeiro achado!

Aqui umas fotinhas que tirei de lá..



Depois de uma comilança dessa tínhamos duas opções: voltar pra casa ou "jiboiar" em alguma praça da cidade, ficamos com a segunda opção, com certeza, não é todo dia que faz sol aqui. Vimos essa confusão de placas que indicava que a Place des Vosges estava perto...



Fomos andando e quando eu pensava que não podia mais me apaixonar por Paris, eis que essa cidade singular me apronta mais uma surpresa: numa dessas ruazinhas tinha um grupo de jazz tocando, até aí normal porque aqui tem gente tocando em tudo quanto é lugar, no metrô, na rua, no beco.... mas esse era um grupo que a faixa etária era de 70 anos, pra completar tinha uma senhora, que fazia parte da trupe, que dançava sem parar, foi suficiente pra pararmos e ficarmos ali apreciando o grupo por meia hora. É difícil explicar pra quem não estava lá no momento o que a gente sentiu, gravei um pedacinho da dança e da música e compartilho com vocês.


Após a pausa musical, fomos enfim à Place des vosges e lá estava todo mundo fazendo sua digestão básica espichado no sol, estava cheio, foi difícil conseguir um espacinho, principalmente na sombra, mas conseguimos e ficamos lá boa parte da tarde, Ramon dormiu e eu fiquei lá tomando parte da vida dos outros..rs




Hoje o calor continua, eu diria que está um calor baiano, não o calor de Salvador e sim de Ipirá ( a cidade de Mainha), abafado com um ar quente subindo do chão, e uma seca de Brasília. O metrô estava uma beleza de quente, mas não vou reclamar, melhor isso que chuva.

Abientôt mes amies....

sábado, 25 de junho de 2011

Programa de criança

Atendendo a pedidos, que só foi um (rs), fui com Ramon à exposição dos carros de corrida que o Ralph Lauren coleciona e estará até agosto no museu Les arts decoratifs. O museu fica praticamente paralelo ao Louvre e ao lado do Jardin des Tuileries, apesar de conhecer bem essa região, nunca tinha visto esse museu que possui um gramado em frente bem bacana pra tomar um solzinho e tirar umas fotos bem boas também.






Confesso que não estava muito animada pra ver essa exposição tipicamente masculina, mas fiquei surpresa com a beleza dos carros. Dava vontade de passar a mão neles de tão impecáveis que estavam, mas não podia...rs Ramon ficou completamente embasbacado com os carros, levava uma dezena de minutos admirando cada um deles..... bem coisa de menino.

Não podia tirar fotos dos carros, só que encontramos na internet algumas fotos tiradas lá, sempre tem alguém que burla a segurança. Coloco aqui a foto do carro que eu mais gostei. Um Bugatti 57 S (C) Atlantic 1938.



Depois fomos fazer mais um programinha de criança: andar na roda gigante que fica no Jardin des Tuileries, sempre quis ir, mas sempre tinha fila, dessa vez estava vazio e fomos ver Paris do alto mais uma vez. Achei o preço um pouco salgado, 8 euros, pra um passeio que só leva uns 5 minutos, sendo que não curti os 2 primeiros minutos pois me deu uma suadeira fria... rs



Passado o medo inicial, deu pra curtir essa paisagem..





Pra finalizar, voltamos andando pra casa, até que nisso o friozinho é bom, pq a gente anda e não se cansa  muito, nos deparamos com o Hôtel de Ville que é onde fica a sede do governo municipal.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Festa da música

Ontem, o dia não começou dos melhores. Teve uma greve de duas linhas de trem (RER A e B) que cruzam a cidade, o que ocasionou um fluxo maior de pessoas no metrô, principalmente na linha que eu pego todos os dias, a 4. Pensem num metrô lotado, pensaram? Agora, pensem num metrô lotado de gente com o desodorante vencido. E pra "melhorar" todo esse cenário, o metrô ficava fazendo umas paradas no meio do túnel, o condutor explicou o porquê disso, mas eu não entendi..rs, então, pensem num calor horroroso, num vagão empilhado de gente fedendo, não sei como não passei mal. O percurso que geralmente leva uns 15 minutos, ontem levou 40 minutos. Cheguei estressada no curso, não só eu, mas todo mundo passou por situação parecida também.

Mas, aconteceu coisa boa também, a festa da música, aqui chamada Fête de la musique, que está na sua 30 edição e ocorre todo dia 21/06 pra comemorar a chegada do verão. É uma festa bem conhecida aqui e há todo um burburinho em torno dela, as pessoas ficam comentando/perguntando o que vc vai fazer nesse dia, qual atração vai assisitir, os jornais noticiam o evento o tempo todo, é quase um carnaval...


Na volta pra casa, num museu que tem aqui perto ( o Arts et Métiers), já escuto um grupo de salsa tocando, isso era meio-dia e pouco, tinha muita molecada, até por conta da hora, mas estava animado e um clima legal.


À noite, que aqui ainda é dia, fomos dar uma olhada num palco que foi montado aqui perto, em frente à prefeitura da quadra. Era também uma banda de salsa, parece que os franceses gostam bastante desse ritmo. Resolvemos dar uma volta na rua e percebemos que em quase todos os cafés tinham uma atração musical e estavam todos lotados e vimos mais, bandas e djs tocando na rua mesmo pra quem quisesse parar e ouvir. Vendo toda essa atmosfera musical, entendi o porquê de tamanha agitação anterior ao evento. É uma forma bastante interessante de celebrar o início de uma estação que só traz alegria: o verão.







P.S. Hoje começou a liquidação de primavera e vai até o dia 26/06, não preciso nem dizer que já fiz umas comprinhas...rs

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Domingo no parque...

Ou melhor, no jardim.... Mais precisamente no Jardin du Luxembourg. O dia não era dos melhores pra se passear num jardim, mas se formos esperar o tempo melhorar, não saíremos de casa.

Inicialmente, descemos uma estação antes do jardim para conhecermos a igreja Saint Sulpice, chegando lá nos deparamos com uma feira de antiguidades na lateral da igreja, praticamente um museu a céu aberto onde se vendiam peças de um alto valor histórico, geralmente peças e estátuas de bronze e prata, peças de decoração, livros, quadros.... dei uma olhada por cima e vi que uma peça bem pequena de bronze custava 700 euros.... então, passei pela feira contemplando como se fosse um museu mesmo, sem tocar em nada...rs



Não consegui tirar uma foto legal do exterior da igreja, pq essa feirinha tumultuava um pouco a imagem. Tirei apenas algumas fotos internas que representam muito bem a sua beleza.




Após essa passada na igreja, fomos ao jardin du Luxembourg. É um lugar bonito, amplo, arborizado e agradável pra se fazer uma pique-nique ou simplesmente ficar jogando conversa fora.

(Olha eu de óculos rosa, minha gente! rs)






Lá tem um museu, que eu não estava muito disposta pra visitá-lo e um palácio.

Ao sairmos do parque, descobrimos que, em 15 minutos, teria um concerto com músicas do Chopin, voltamos e apreciamos esse evento durante uns 40 minutos, fazia bastante frio e, convenhamos, frio e música clássica não combinam.



Batemos perna até Saint Germains des Prés, deparei-me com umas boutiques onde eu só poderia pensar comprar algo se dividissem em 12 vezes...rs E, como o cartão de crédito aqui não divide, eu nem me atrevo entrar numa loja dessas...rs

Ainda em Saint Germain des Prés, paramos num café, chamado Café de Flore, que deve ser bem famoso aqui, pq estava lotado e tinha um chocolate quente maravilhoso. Recomendo!

Começamos a andar em direção ao rio e de lá, iríamos pegar um metrô pra voltarmos pra casa, mas aí nós fomos andando e descobrindo tanta coisa que quando percebemos já estávamos perto de casa. Não é à toa que Paris é famosa por ser uma cidade onde vc caminha tranquilamente sem perceber o quanto se está caminhando. Acredito que a gente tenha andado ontem uns 6/7 km e o cansaço: ZERO!




sábado, 18 de junho de 2011

Devagar, quase parando...

Estou levando minha vida aqui num ritmo bem baiano... sem pressa...

O clima não está dos melhores, ao mesmo tempo que abre um sol, caí uma chuva e bate um frio gelado. Então, tenho evitado sair pra evitar uma gripe, sinto que meu corpo ainda não está completamente adaptado.

Estou praticamente uma dona de casa, cuido da limpeza, faço uma comidinha e vou ao supermercado. Aliás, eu levo uma vida lá, eu ainda fico muito perdida com tanta opção diferente e toda vez que eu vou, sempre volto com algo supérfluo pra casa.

Geralmente, dou uma volta no quarteirão pra ver se descubro alguma loja legal ou padaria diferente, fico doida também com tanta opção de pão que há por aqui.

Hoje, sábado, Ramon teve aula e fiquei a maior parte do dia sozinha, quando o tempo abriu um pouquinho, decidi ir à Notre Dame pq gosto muito daquela região ali.

Fiquei andando por lá, sem pressa, olhando ao redor, os detalhes, o vaivém das pessoas e tirei bastante foto pra passar o tempo, me arrependi de não ter levado um livro e sentado à beira do Sena pra ler um pouco.

Coloco aqui algumas fotos tiradas hoje...






Voltando pra casa, me deparo com uma cena nojenta... Já disse a vcs o que o metrô aqui é bem sujo e fedido, pois bem, tinha uma senhora sentada à minha frente comendo cerejas, caiu uma no chão, não é que a senhora pegou essa cereja do chão e comeu? Meu estômago embrulhou na hora, como pode ser tão descuidada com higiene assim????

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Agora sim!

Finalmente, ontem não choveu e podemos aproveitar um pouco o dia.

Pela manhã fui à aula, eu estou fazendo dois cursos diferentes na Aliança para atender a carga horária requisitada pra licença. Então, nas segundas, terças e quintas eu faço uma curso de francês geral e nas quartas e sextas um atelier de francês escrito. Essa turma tem um nível muito alto, pra se ter uma ideia tem uma peruana que mora há 10 anos aqui e uma colombiana que faz mestrado, todo mundo fala muito bem, pra completar, a professora fala muito baixo. Queimei muito a minha "cachola" pra poder acompanhá-los, saí de lá com a testa quente. E tem mais, quando a peruana descobriu que eu era brasileira danou a falar comigo e eu não conseguia entender quase nada, se eu entendi direito, ela já me convidou pra uma festa na casa dela no dia 21.06..rs

À tarde, encontrei Ramon numa estação do metrô, já estou ficando expert nisso, e fomos ver Paris do alto da Torre Montparnasse, chegando lá descobrimos que o terraço estará fechado até final de junho e não vale a pena ver a cidade através dos vidros. Seguimos rumo à Torre Eiffel...

É impressionante, mas eu só me senti verdadeiramente em Paris quando vi a Torre Eiffel de perto...

Pegamos uma fila de mais ou menos 1 hora e subimos até o 2 andar, lá em cima tinha uma outra fila pro topo da torre, mais uns 15 minutos de fila.  E eu já estava ficando cansada...

Mas, chegar ao topo e ter Paris a seus pés compensa.


Na fila (mais uma!) pra descermos da torre tem um quadro com a distância de vários países e cidades e me fez lembrar quão longe eu estou de casa...



N volta pra casa procurando por uma estação de metrô nos deparamos com um museu que tem uma fachada muito legal e eu nunca tinha ouvido falar nele, chama-se Museu du Quai Branly, voltaremos outro dia para visitá-lo melhor.



O dia foi longo, aproveitamos bastante e eu fiquei bastante feliz.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Início das aulas

Desde que cheguei não deixou de chover um dia sequer. Dia chuvoso pra mim só é bom para uma coisa: dormir. Então, nos dias que antecederam às aulas eu dormi "beaucoup", só saía de casa por voltas da 15/16 h pra fazer alguma coisa, geralmente, comer.


Nem estou tirando fotos, estou esperando um dia bonito pra fazer isso.

Essa foi uma das poucas fotos que tirei aqui:



Ontem, fizemos o percurso de metrô para o meu curso e o de Ramon, foi muito tranquilo chegar à Aliança Francesa, andei uns 10 minutos pra pegar o metrô numa estação que vai direto até lá, sem necessidade de baldeação. Fiquei impressionada com a péssima estrutura do metrô aqui, pelo menos a linha que eu usarei todos os dias ( a rosa), não sei se tem outras linhas melhores, o trem é velho, sujo e pichado e o interior da estação fede a mijo.Já andei de metrô em outros lugares como São Paulo, Santiago e Roma, todos eles são muuuito melhrores do que o daqui. Ainda bem que o percurso é curto, não demora mais que 10 minutos.

Não dormi quase nada na noite passada, ansiosa com o início do curso e temerosa por ter que andar sozinha, acordei cedo parecendo um zumbi e fui pra minha pequena aventura. Como já era de se esperar, eu me confundi e virei na direção errada e perdi uns 5 minutos andando do lado contrário pra onde eu deveria ir, qd avistei a estação do metrô, lembrei que não tinha colocado o passaporte na bolsa e seria necessário para apresentá-lo à Aliança, volto correndo pro apartamento e super preocupada com o horário, faltavam 25 minutos pro início da aula. Cheguei na estação do metrô que dá acesso ao curso exatamente às 9 horas, quando eu saí, percebi que estava numa posição diferente da que eu tinha saído ontem... oh mon Dieu!
Peguei a primeira rua que vi, sem pensar, e eis que saí na avenida certa e avistei o curso. Pensa que parou por aí? Não! Eu confundi a entrada e entrei numa universidade...rs

Enfim, 10 minutos após eu consegui entrar na sala de aula e percebi que o curso é meio "salve-se quem puder",  a turma tem pessoas que começaram em períodos diferentes, a minha sorte que o livro é o mesmo que eu estava utilizando em Brasília, eu entrei no mesmo nível só que com algumas lições passadas, será bom pois revisarei muita coisa que eu já estudei e devo ter me esquecido. Semana que vem já tenho prova, acabou a moleza!

domingo, 12 de junho de 2011

Adaptação

Como eu mencionei no post anterior, o apartamento é como a gente tinha visto no site, bem bonitinho e bem equipado, porém, estamos nos batendo tanto pta conseguir usar essas coisas aqui que eu já estou irritada!

Olha ele aqui: http://www.parisattitude.com/apartment.asp?numProduit=2977

Pra começar, no primeiro dia tentamos ligar o forno pra aquecer uma pizza e nada do dito cujo ligar, tivemos que assar a pizza no fogão, pelo menos este funcionou.

Ontem, decidimos desligar a calefação do apartamento, pois não está tão frio assim e esse aparelho deixa o ar muito seco e pode ter sido uma das causas da minha dor de cabeça ontem, só que ao desligar esse dito cujo, desliga-se também a água quente das torneiras e chuveiro, ao tentarmos ligá-lo novamente deu pau e não conseguimos ligá-lo de jeito nenhum, resultado: confesso, dormi sem tomar banho, uma típica parisiense...kkkk

À noite, Ramon decidiu colocar as duas únicas calças jeans que ele trouxe, programamos à máquina de lavar conforme o rapaz que nos recebeu aqui ensinou, duas horas depois as roupas estavam lavadas, porém completamente molhadas, daí iniciou-se toda uma odisséia pra conseguir programar essa máquina para secar as roupas. Para resumir a história, digo que a máquina ficou funcionando a noite inteira e está funcionando até agora, são 18 h, não conseguimos sair pois, como eu já disse, as únicas calças que Ramon trouxe estão lá dentro lavando, detalhe: a máquina não abre aquela portinha de jeito nenhum, está travada, só abrirá quando terminar de secar e sabe-se lá quando isso acontecerá.

Bom, por enquanto estamos tentando nos adaptar ao apartamento, à cidade, ainda não conseguimos fazer e nem ver muita coisa, inclusive, hoje é dia dos namorados, estamos na cidade mais romântica do mundo, estar passando por isso até parece uma piada e de muito mau gosto...rs

P.S. Conseguimos resolver o problema da água quente e o banho não será mais problema...rs
A máquina parou de funcionar agora (18:16 h) e, ufa!, as roupas estão secas.

sábado, 11 de junho de 2011

Cheguei!

Na verdade, cheguei ontem, mas estava tão cansada que não tinha condições de escrever nada.

O voo atrasou duas horas na saída do Rio e só desembarcamos às 18 h, até passar pela imigração e pegar as malas, o relógio já marcava 19 h, depois um engarrafamento básico e, enfim chegamos ao apartamento às 20:30 h.

Logo na entrada do prédio tinha um cachorro pra me receber..rs até que ele foi quietinho, não latiu e não veio atrás de mim. Espero não encontrá-lo outras vezes...rs

Com as últimas forças que tínhamos, fomos ao supermercado comprar o essencial para não morrermos de fome e fomos descansar.

Acordei com uma dor de cabeça chata e por conta dela, não consegui aproveitar o dia, só demos uma volta no bairro e voltamos pra casa.

O bairro Marais é exatamente como eu tinha lido, muitas lojas, pessoas descoladas, alegres e movimentado.

Enquanto almoçávamos, presenciamos uma passeata que protestava contra 'não sei o quê' e um barraco de um casal que eu não consegui entender , aliás o restaurante inteiro, só sei que o cara largou a mulher chorando lá. 

Parece que o verão ainda não deu as caras por aqui, está friozinho, hoje fez 14 graus, e estava um pouco nublado à tarde. A única coisa que lembra o verão é o fato do dia permanecer claro até às 22 h, coisa que eu adoro!



Bom,  esse primeiro post em Paris não terá foto, espero que eu consiga aproveitar o dia melhor amanhã.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Preparativos (quase) finais

Quanto mais chega a hora de ir, parece que o tempo demora mais de passar. Há muito tempo que eu não via um final de semana passar tão devagar, até pq dormir tem sido algo difícil, tenho acordado cedo e dormido tarde.

Na maior parte do tempo eu até estou tranquila, tanto que às vezes duvido se eu realmente me dei conta do que está pra acontecer...

Em outros momentos bate a ansiedade doida de colocar em prática tudo que está sendo preparado há quase 3 meses.

E tem uns medinhos tb... O meu maior receio no momento é ter dificuldades de integração no curso, é de chegar lá e ver que a turma tem a metade da minha idade ou não conseguir me enturmar com os demais por diferenças de cultura e idioma.

Um outro medinho que bate de vez em quando é de dar uma agonia pra voltar antes do tempo, sou muito apegada à minha família, aos meus amigos e ao meu espaço, e nunca fiquei tão longe das minhas referências, como ficarei agora.

Mas, são só uns pensamentos que me vêm à cabeça e que passam logo, aquela insegurança natural que surge frente ao desconhecido.

As malas estão quase prontas, papelada idem, restam apenas pequenas providências pra ficar tudo ok!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A segunda vez em Paris

Bom, a segunda vez em Paris foi por acaso. Aconteceu em dezembro do ano passado, fui passar férias na Itália e meu voo saindo do Brasil tinha conexão em Paris. Aconteceu que na semana que eu fui, teve uma nevasca danada na Europa que fechou vários aeroportos e, consequentemente, os voos atrasaram em cascata.

Por conta disso, uma dia antes da viagem "quebrei" meu trecho que era Rio-Paris-Milão para Rio-Paris. Foi a minha sorte, caso contrário passaria o Natal no aeroporto, cheguei à Paris na noite do dia 24/12. Como tudo ainda estava um caos no aeroporto, decidi ir de trem para Milão no dia 26/12.

Dessa forma, pude aproveitar Paris por um dia e meio em pleno Natal. A Champs-Elysées estava lindamente iluminada, uma pena que minha câmera fotográfica não tinha recurso suficiente para registrar aquele cenário, para mim que ama decoração natalina, foi um prato cheio.

Era inverno, fazia um frio de zero grau, mas não vi neve, na verdade, até me sinto presenteada por ter feito um dia lindo de céu azul turquesa,

A primeira vez em Paris

Fui à Paris pela primeira vez em 2007 na companhia das minhas amigas Bi, Fafis, Gabi e o meu tio Claudio. Foi uma viagem de 20 dias que começou por Portugal, depois Espanha e por fim Paris. Se não me falha a memória, ficamos em Paris uns 5/6 dias, tempo suficiente para batermos muita perna por lá.

Lembro com saudades de tudo que passamos por lá, a começar pela rua exótica do hotel onde ficamos hospedadas, a rue de La Huchette, tinha de tudo por lá, restaurantes gregos que ficavam quebrando pratos quando as pessoas passavam na rua, sem contar no garçom de um desses restaurantes que se apaixonou por Gabi, um bar onde os garçons atendiam de sunga ( como esquecer a cena do Tio Claudio entrando naquele bar?), uma infinidade de lojinhas de souvenir, sorveterias, a padaria que ficava em frente ao hotel que eu sempre pedia a mesma coisa que eu tinha aprendido a falar: chocolat chaud et pain au chocolat, no dia que eu resolvi mudar o pedido pra chocolat chaud aromatizé e a atendente me fez uma pergunta de volta, eu desisti e continuei no meu pedido de sempre, enfim, era uma rua peculiar, com direito a um mendigo "roubando" as moedas que tínhamos deixado à mesa que eram a gorjeta do garçom.

Olha a ruazinha aqui...



Como esquecer da odisséia que foi conseguir um táxi pra irmos ver o Cirque du Soleil que era lá onde o vento faz a curva? A única coisa que conseguimos entender do taxista foi quando ele disse "merde!" por não estar encontrando a entrada do circo...rs

Inesquecível também foi uma chuva torrencial que pegamos num lugar onde não tinha nenhum abrigo, nenhum táxi parava pq estávamos molhadas e ao encontrarmos um espaço numa porta que tinha uma cobertura mínima, apareceu um guarda e pediu gentilmente que saíssemos de lá... rs

Lembro também que só conseguia me situar se andasse à margem do rio, mas como o hotel ficava na ilha ( a Ile de la cité), eu vivia confundindo tudo e me perdendo.

Foi uma ótima viagem com poucos perrengues e que deixou boas lembranças.

Como tudo começou...

Desde que eu e Ramon nos conhecemos, temos o projeto de passar uma temporada em Paris.

Projeto esse que está com um atraso de 2 anos, pois mesmo eu tendo direito a tirar uma licença para estudar, sempre tive dificuldade de conseguir a liberação no trabalho. 

No início desse ano, após termos passado uns dias em Paris, começamos a amadurecer a ideia de tocar esse projeto. Após várias conversas, escolhi o curso que queria fazer, o Aliança Francesa, por já conhecer o método e para dar continuidade ao que eu já fazia aqui. Entrei com um pedido de licença no trabalho e começamos a juntar todas as nossas economias. Afinal, morar em uma das cidades mais cobiçadas do mundo não é nada barato. Em bom francês: C'est très cher!!

Enquanto não saía o deferimento do meu pedido de licença, iniciamos a cansativa busca por um apartamento ideal em Paris, que não fosse tão caro e que fosse bem localizado. Como o período que a gente desejava era na alta estação (junho a setembro) os aluguéis são mais caros que o habitual, era necessário alugar com antecedência pra não termos prejuízo. Ficamos expert em sites de locação de apartamento em Paris, conhecemos todos, se alguém precisar podemos indicá-los. Encontramos apartamentos horrorosos (alguma semelhança com Brasília?), extremamente pequenos e outros muito fofos mas que estavam acima do preço que poderíamos pagar.

Encontramos um num bairro que eu já tinha lido comentários bons sobre ele no site Conexão Paris: o Marais, no 3º arrondissement, bairro animado, cheio de lojinhas (nem preciso dizer que amei isso) e, em média, a 2/3 km de lugares como o Louvre, Notre Dame e o meu curso.

Ah sim! E tudo isso no mais absoluto segredo, preferimos não contar pra ninguém porque ainda não sabíamos se eu seria liberada do trabalho, então, para a frustração não ser maior, em caso de negativa, preferimos manter segredo. É bem verdade que Ramon saiu contando pra quase todo mundo do lado dele e alíngua coçava pra contar aos nossos amigos em comum..rs
Eu não aguentei e contei pros meus pais e pra algumas pessoas muito próximas, umas 3 somente, até porque eu estava pra explodir de tanta ansiedade.

Por fim, dia 23 de maio saiu a minha liberação no Diário Oficial e pude compartilhar com todos os amigos a felicidade de ter 82 dias para curtir a cidade que é paixão à primeira vista: Paris